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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Quase um mês sem ti.

Como viver sem ti?  Tenho uma despensa no coração onde fui alojando o amor que tinha para te dar, onde estavam sonhos e conquistas que de mão dada ou à distância, tinha a certeza que seriam alcançados. Era no brilho dos teus olhos e no carinho dos teus abraços que eu sabia e tinha a certeza que chegaríamos lá. Como quem te via a levantar, a subir degraus de mãos soltas, a cavalgar de braços abertos, quase como quem quer voar. E foi tudo dispensado, fazendo de conta que os sentimentos têm validade, tudo caducou.  Eu acreditava que eras a luz que inicia o por-do-sol, que numa louca e incansável vida, serias o número 1 do pódio em tudo a que estivesses disposto a participar.  Hoje começa o outono. Escrevo hoje porque o mundo tal como o conhecia deixou de existir há algumas semanas e finalmente o outono e o inverno vão permitir que a estação do ano reflicta o que tenho sentido e guardado cá dentro - as folhas finalmente vão cair, a chuva vai disfarçar as minhas lágrimas e as longas noites…