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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

39ª São Silvestre de Coimbra

A São Silvestre é muito especial para mim, foi a minha primeira corrida oficial, na altura eu e o André fizemos orgulhosamente 57min (37ª edição, 2014) e eu achei que como não tinha vomitado o pulmão todo cá para fora, era menina para em março (2015) fazer a minha primeira meia-maratona e lá fomos nós.  Domingo, foi a minha terceira S.Silvestre, ainda a recuperar da Maratona do Porto e com muito pouco treino, consigo 47'19min! 
Sei que estou no caminho certo, sou mais feliz a correr.
A minha cara confirma-o?

Em nome do amor.

Imagina que um dia vais perder tudo.
Porque vais mesmo.
Um dia vais mesmo morrer.
Todos morremos.

Mas pior, imagina que poeticamente convidavas alguém
a fazer algo em nome do amor.
Confiarias em mim, mesmo à beira do abismo?
Afinal, não é isso que acontece quando te apaixonas?
Dás a mão, fechas os olhos e deixas-te ir.

Ficas mais forte, mas mais vulnerável,
Conheces o sabor do amor,
Consegues tocar nas nuvens,
Imitas o grito do eco,
Até lhe achas graça
porque ele só te devolve o melhor
da vida.

Continuas cego, que tudo dura para sempre.
Quando sabes que o sempre não existe.
Vi vestígios da sua inexistência
Nos monumentos de Roma,
Mas sempre o soube, não precisamos de ir para tão longe.
Lá só toquei em milhares de anos de história.
Como sou tão pequenina.

Mas se te dissesse:
"Confia em mim, vem e salta comigo!" 
Tu virias?
Isto colocado nesta perspetiva dá que pensar.
Mas no dia-a-dia todos saltam.

A diferença é só uma:
uns caem, outros aprendem a voar.

Quando a tragédia me atingiu.

Pensei em comprar um terreno
Só para o ver arder. Para ver no calor das chamas Aquilo que sinto cá dentro.  Mas depois preferi desenhar um campo de batalha. Eu, a tristeza, a dor, a raiva e claro está a tragédia.  Sim, só mulheres!
Comecei com lápis de carvão, não sou boa a desenhar,  um esboço. Assim que lhe apanhei o jeito,  transferi tudo para caneta permanente.  Assim fiz. 
Desenhei uma arma e comecei a disparar.  Do preto mais preto, desenhei um canhão. E como ele gostava de tudo o que fosse grande, Dei por mim a tentar rabiscar um tanque todo ele artilhado. 
E comecei. 
Matei a tristeza com um tiro certeiro!  (deixei de sentir a felicidade). 
Estrangulei a raiva, como nunca o imaginei possível (já não sei o que é a comoção). 
Num duelo com a dor, ela levava-me a melhor Foi mesmo nas costas, mas de lado - a rasgar (assim que se foi, perdi todos os sentimentos e pior, perdi a consciência). 
Sobrei eu e a tragédia.  Eu já estava praticamente vazia,  quando a intenção era sentir-me m…