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Tenho um amor sem ponto final.

Vejo como olhas para mim
Vês o bom, olhas também o pior
Mas a esse fazes STOP.
Aprendeste a dar cedência de passagem
ao que tenho de melhor.

E nisto imagino um texto em que te declaras e o
titulo que escolhes é simples:
"Tenho um amor sem ponto final".

E dizes-me vezes sem conta,
em continua perífrase
E a embater no pleonasmo
que só te falta um pouco de aliteração
para dar ênfase e harmonia
ao que sentes por mim.

Não precisas de abrilhantar a montra,
conheço bem o interior da loja e
a qualidade dos produtos
e como a validade dos mesmos
insistes que para mim é extensa
como as que vemos no corredor dos embalados.

Sussurras-me ao ouvido que é assim que vês o nosso amor,
Que o infinito existe, está estudado e até tem um símbolo universal
Mas o nosso amor, não precisa disso
Em toda e qualquer língua o nosso amor
é simples e apenas não precisa, não tem, nem terá
um ponto final.

O pirete desta manhã.

Faço muitos quilómetros de carro, há seis anos que faço mensalmente cerca de 4000 e, não estou a contar os meandros entre visitas a pais e sogros, escrevo neste momento sobre a quilometragem a que os meus locais de trabalho obrigam. Já vi muita coisa, muitos acidentes, muito atrevimento, também já tive alguns sustos e já fiz algumas asneirolas (até ao momento, são mais os mais sustos provocados por outros do que por mim). Felizmente, não tenho por hábito armar-me na maior quando faço m&rd@. Nem ao volante, nem no trabalho, nem noutras ocasiões. Assim que me apercebo da asneira, tento resolver a situação em que me encontro rápida e humildemente e, claro está, com o devido pedido de desculpas se assim o exigir. Eu sei, elas evitam-se. Mas quem é perfeito? Ora a besta que me fez esta manhã ter um susto de morte. Chamar-lhe-ei besta e não outro nome mais feio, porque acho que as mães dão sempre o seu melhor. Conduzia este veículo e a matricula era não interessa-SS-não interessa (a ma…

Sonhar com a morte.

Numa noite desta semana, sonhei que tinha morrido a minha avó Licínia. O sonho era vago, pouco coerente, mas com detalhe e pormenor. A minha mãe liga-me a dizer que a minha avó tinha morrido. Era da idade, já vinha a sentir-se mal há uns dias e que não acordou, morreu serena.  As minhas perguntas eram de total incredibilidade. "Mas da idade?! Como assim?" "Andava a sentir-se mal? Então mas não foi ao médico?!" E no meio das minhas perguntas a minha mãe responde: E o avô logo pela manhã quando se apercebeu do que aconteceu, morreu também. Foram os dois em paz. "Mas o quê? Os dois?! Mas em paz como?" E o que me lembro melhor do sonho são as sentidas emoções. A profunda tristeza e a repetição da expressão "Por favor deixem-me chorar." E chorei, chorei... A tristeza no momento da partida traz um cartão de boas vindas onde se lê saudade. Minutos ou até segundos depois, instala-se logo a saudade do que se não vai viver, do que não se vai contar, do c…

O indulgente.

Demorei a apaixonar-me por ti, bem o sabes. Já eu te tinha bem amarrado na minha teia, sem o saber - é certo, mas eu demorei. Demoro sempre, acho que é a única circunstância na vida em que me atraso propositadamente. Tenho medo das cabeçadas, a sério. Tinha. Já me tinham dado a entender que gostavam de mim e quando ia para abrir a boca, a namorada já era outra.  Não te achei graça alguma assim que te vi, nem nos dias seguintes. Parecias-me um mero rapaz franzino, albino com olhos azuis, mas demasiado claros. Inclusive, só te vi com cor de pele decente meses mais tarde, quando foste com amigos de férias para o campismo. Honestamente, só me despertaste algum interesse quando conversámos. Tenho bem presente quando te olhei nos olhos pela primeira vez e conversámos. O que não deixa de ser curioso, agora que penso nisso. Queríamos o mesmo para o futuro, mas a ambos o presente dado, foi outro. E ainda bem. Cheguei a pensar que num acto genuíno de amor, não tentaste medicina com algum recei…

Dias difíceis.

Os meus dias difíceis
caminham devagar sobre mim.
Não têm pressa.
Chegam antes do tempo
e vão embora já fora de prazo.

Chegam com aviso de recepção
E só eu os posso levantar.
Que é como quem diz
O tal fardo que tenho de carregar.

Eu faço-o, a contragosto, mas faço.
Mesmo antes da tempestade, o tempo
escurece,
dobra e depois
desabrocha.
O tempo e eu.

Curiosamente, os meus dias difíceis,
pouco o são segundo outras perspectivas...

Ouvi há pouco tempo de uma senhora
que a primeira vez que foi posta na rua
foi porque se esqueceu de comprar 1l  de leite ao avô embriagado.
Ele tinha tudo em penhora.

Isso não são dias difíceis,
são vida difíceis.
E eu não tenho nada disso, nem tinha.
E ainda bem.
Sorte a minha.

Há um novo tipo de vaidade (e grave).

Quem vagueia pela internet e que tenha uma perspectiva minimamente mordaz quer seja em sites, revistas ou jornais deparar-se-á com a nova (?) vaga de vaidade que é grave e preocupante em dois parâmetros:
1) há quem se orgulhe do que não deve;
2) porque vende e vende bem.
A dos próprios quererem contar a sua história de vida, que acaba sempre por ter uma grande tragédia à mistura, algumas delas bastante macabras e como orgulhosamente as contam. Não dá para negar. Atenção que sou totalmente apologista do direito à liberdade de cada um, daí também sentir que posso opinar. E, antes de continuar e de poderem chover pedras para o meu lado (não sou parva, embora o dê a entender a algumas alminhas), eu sou também uma contadora de histórias e serei sempre a favor do silêncio que se faz para se poder ouvir uma boa história. Mas o que me entristece é quando a narrativa sai da boca do actor principal em que orgulhosamente conta o que de pior lhe aconteceu, como quando andou (e ainda anda) moribu…

Quais os 5 textos mais lidos no blog?

1. Quase um mês sem ti. (Pode consultar aqui)
2. O meu avô teve um enfarte. (Pode consultar aqui)
3. Carta aberta a Afonso Cruz - feira do livro do Porto. (Pode consultar aqui)
4. Quando a tragédia me atingiu. (Pode consultar aqui)
5. O meu 1º pódio. Ohhhh yeahhh! (Pode consultar aqui)