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Mostrando postagens de Abril, 2015

A parvalhona da Shonda Rhimes.

A Shonda até ao dia 23 de Abril era uma das minha heroínas. Mulher, a bombar no trabalho, com filhos para criar e a quebrar barreiras. Três séries de peso e três protagonistas que admiro. Mas, e há sempre um fdp da um mas, resolveu que ao contrário da história que todos nós temos como adquirida, a escrava e saco de porrada é a sua protagonista branca. Até aqui tudo bem, para ela, mas tudo mal para mim. Minha grande parva, para não te tratar por cabra, a Meredith é a minha personagem feminina preferida. Metes Alzheimer na mãe, como se não fosse pouco, esperas que se dê maravilhosamente com a irmã que desconhecia e mata-la num acidente de avião, fazes com que o próprio pai a renegue e não contente com tudo matas-lhe o marido, quando este decide, finalmente, regressar para ela. Que grande cabra me saíste! Ainda bem que, entretanto, conheci Game of Thrones e pude aprender com o George Martin como se consegue despreender afetivamente de um personagem (no caso dele, de vários), porém no te…

A minha manhã surreal, ao bom estilo de Patrícia (Nuno) Markl.

Ora bem, quem como eu é ouvinte das Manhãs da Comercial, já sabe que o Nuno Markl tem histórias não do arcaico arco da velha, mas ao bom estilo do arco do triunfo, tal é a magnitude dos acontecimentos. Pois bem, o que me aconteceu hoje podia igualmente ter-lhe acontecido e quando o ele decidisse partilhar tamanho infortúnio com o resto da humanidade, eu iria escangalhar-me a rir quando ouvisse a irrisória aventura, eventualmente, de mãos dadas com o volante. Mas uma das mais nobres virtudes, a meu ver, é sabermos rirmo-nos de nós próprios, e eu sofro deste grande mal de me rir muito sobre o que me acontece (após ter acontecido, pois aquando das situações ao vivo, a minha vontade é de desatar a chorar e desejar estar ao colo da minha querida mãe, bem protegida como sempre). Para quem vive em Coimbra, sabe bem o dilúvio desta noite e, como a manhã acordou soalheira revelando o pavimento seco. Lá vou eu virada à faculdade, para mais uma reunião de trabalhos académicos, de óculos escuros…

yGirl livros #1

Li este livro ontem - lê-se bem, é de fácil leitura e prende-nos, primeiro ao de leve, depois num forte puxão, já não desatamos o nó.   Recebi-o no meu aniversário, um pouco na brincadeira de dois grandes amigos meus, o Pedro e Teresa, agora que me lembrei que correr meias maratonas é um desafio a repetir! Verdade seja dita, não sabia nada de nada sobre a Maria do Céu da Conceição. Enquanto lia fui comentando com o meu companheiro alguns aspectos e ele só respondia "Isso tem de ser ficção!" mais à frente "Isso não pode ser verdade!" Recordei a vida de Louis Zamperini, parecia-me um pouco a versão em feminino de uma história surreal, em que havia demasiada coisa a viver numa vida só. Foi do que mais me lembrei ao ler este livro.
Ela vive a vida dela, totalmente dedicada aos outros, tal como a mãe dela, que mãe de 6, achou que quem alimenta 6, alimenta 7. Mas, não conto mais, podem saber ao ler ou aqui. Recomendo.
Desejo-lhe a melhor e a maior sorte do mundo!

James Bay

James, um dia quando aprenderes português e apareceres aqui saberás que apaixonei-me por ti no primeiro acorde.

yGirl quotes #1

Ciúmes.

Percebi quando vi a felicidade expressa no teu olhar, a tranquilidade que emanavas dos teus movimentos, as gargalhadas escondidas pelas tuas costas, o teu cheiro já por mim esquecido. Enquanto o tempo passa. És feliz sem mim na tua vida - tenho ciúmes disso. Tenho ciúmes de como o vento te toca no cabelo moldando o teu rosto. Tenho ciúmes do brilho que o sol salienta em ti. Tenho ciúmes de como a chuva te beija o rosto. Tenho ciúmes de como o nevoeiro te torna mais interessante. Tenho ciúmes de como o vapor te veste a sensualidade. Tenho ciúmes de como a brisa do mar te faz irresistível.  Tenho ciúmes de como o passar dos anos te faz ficar cada vez melhor. Tenho ciúmes de como a água te mata a sede, sede essa que já tiveste por mim. Tenho ciúmes das flores que insiste em cheirar no jardim da tua avó, elas tocam os lábios que outrora eu beijei. Tenho ciúmes de como te agarras às almofadas, também eu já fui agarrado desse jeito.  Tenho ciúmes do que conquistaste, sem querer, quase te r…

Carta aberta a uma mãe que faz 50 anos.

Este é daqueles textos que nunca conseguirei ler em voz alta. Quer dizer, conseguir, consigo, mas com muitas interrupções, porque as lágrimas vão cair. A minha mãe faz 50 anos. Já tens mais anos de vida comigo, do que sem mim. Já tens mais memórias de vida comigo nelas presentes, do que sem mim. E isto é muito importante, porque me dizes repetidamente que sou a razão do teu viver. Eu sei que sim. Quando morreu o filho da Judite, dei comigo nas inúmeras viagens de carro, a pensar no que seria de ti, se eu morresse. Morrerias nesse dia comigo, sobraria uma carcaça e, as gargalhadas que hoje te caracterizam, deixariam de habitar o teu rosto. Eu sei, tu sabes, que sim, que assim seria. Também penso que se um dia adoecer, também ficarás doente comigo. Eu sei, tu sabes, que assim será. Mas tenho uma novidade, no dia em que morreres (que me seja dada a sorte de ser daqui a muitos e longos anos) também uma parte minha morrerá contigo, sei que devo contínuar a caminhar neste percurso da vida,…