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Mostrando postagens de Setembro, 2007

Coração doce.

Encontrei esta foto, como acho que todos nós encontramos a maioria das coisas que nos preenchem a vida. Quando procuramos algo e não sabemos o quê. Mas afinal é a cabeça que ainda não o sabe, porque o coração, esse, soube-o logo desde o início. Então mal a vi, o coração [fez o seu trabalho como até hoje o tem feito pois mantém-se como único relógio no qual eu suporto o barulho do seu constante tique-taque] fez desta vez um tique-taque diferente. Sim. Foi, docemente, diferente. Quantas são as pessoas que têm um coração de pedra? Serão mais as que têm um coração de manteiga? Não sei... Mas quem terá um coração, terrivelmente, doce? Daqueles corações em que nem é preciso nem mais, nem menos. Está perfeito tal como ele é. Aqueles que sem dificuldade alguma ficam em ponto de rebuçado com sabor de morango. Amava que o meu fosse assim... Terrivelmente doce, daqueles impossíveis de se não gostar.

Espero.

Espero que a cada dia que passa, me torne cada vez mais como Eu e muito menos como Tu.

I don't love you. My Chemical Romance.

Well, when you go... Don't ever think i'll make you try to stay! And maybe when you get back, I'll be off to find another way... And after all this time that you still owe, You're still the good-for-nothing i dont know. So take your gloves off and get out. Better get out! While you can... When you go, Would you even turn to say: "I don't love you Like i did Yesterday"

A Princesa que eu um dia quis ser.

Foi hoje. Foi simplesmente hoje que tive a consciente noção de que para se ser Princesa requer-se um tremendo e terrível sacrifício. Sim. É preciso sacrifício. Pois ora vejamos. Quando era criança e brincava entre Barbies e mais Barbies que hoje continuam guardadas meticulosamente e diz a minha mãe, parecem nunca terem sido usadas de tal modo gentil e carinhoso com que sempre as tratei, sendo os seus cabelos de dois em dois minutos escovados e de segundo a segundo re-tocados, pois a maquilhagem nunca se desvanecia e os meus dotes para tal são nenhuns, pois o meu ponto fraco sempre foi o cabelo. Bem, continuando... Sonhava e construía já no meu imaginário estórias de embalar num sonho perfeito dum sono profundo em que a menina mais bela da sua aldeia e/ou a mais bondosa conquistava com o seu jeito ingénuo e singelo o coração de um príncipe valente que farto de ser procurado pela riqueza se mascarava de caçador e assim se apaixonavam mediante um amor que era só deles e viviam felizes pa…

Encosta-te a mim.

Tu. Surgiste assim de mansinho. Tal como a música nos embala no seu ritmo e compasso, tu embalas-me nos teus gestos e nos teus sonhos, assim com o teu jeito meio tímido e meio de sincero. Sim, embalas-me no teu doce olhar que relembro mas de memória frágil, mas não em nada insensível. Faltam-me os minutos passados ao teu lado, faltam-me as estórias não vividas e os tempos não partilhados. Falta-me ouvir a tua gargalhada e ver um sorriso estampado no teu rosto. Mas acima de tudo, faltam-me olhares que não trocámos.Mas uma troca de vogais basta para se perceber se somos próximos ou não.A escola é útil. Pois isto ensinou-me a gramática. Eu sinto, tu sentes, ele sente. Agora como se contrói o verbo sentir no presente do indicativo, mas na primeira pessoa do plural, não me perguntes a mim. Tenta comigo. Tentas? Se juntar a indefinição ou mesmo a descontracção a uma vida não obtenho nenhuma categoria gramatical, ou melhor, obtenho sim. A ausência de ti. E isso é a única categoria que não qu…

Dúvidas meio-cientificas que não me tiram o sono.

Porque que me parece que o sol aclara o cabelo, e escurece a pele?
Porque será o sumo de limão é feito com sabor artificial e o detergente da loiça é feito com limões naturais?
Porque que não há, que eu saiba, comida para gato com sabor a rato?
Quando sai no mercado uma marca de comida para cães a dizer "Com melhor sabor!", quem é que a prova? Porque que as camisolas de lã encolhem com a chuva e as ovelhas não? Porque apertamos com mais força os botões do comando quando este não tem pilhas? Onde está a outra metade do Médio Oriente? Porque quando caminhamos à chuva levantamos os ombros? Molhamo-nos menos?! Porque que as madalenas ficam duras e as bolachas moles? Porque razão, para apagar o windows temos que ir ao botão de "Início"?

Acordaste. Exclui o que queres ausentar do esquecimento.

Acordaste.
Olhas para a janela já meia entreaberta e vês um sol que abraça o teu ainda a meio despertar. Mas quando acordas mesmo e já depois da tua consciência se ter apoderado de ti, descobriste que de tudo o que fizeste na vida, de nada adiantou. Não venceste, foste tu que fugiste, refugiaste-te, perdeste-te ano após ano. Nunca enriqueceste, enloqueceste com um extraordinário complexo de inferioridade, que só tu soubeste inventar e nele não vives. Sobrevives. Mas diz-me, qual o pressuposto que emerge do inicio do Universo? Porque tanto confundimos fatalismo com determinismo? Mas pensas tu que para além das melhas da rede da tua imaginação, não existe mais nada. Mas existe sim. Existe uma intenção em tudo. Existe um propósito. E sabes porquê? Porque tudo está milimésimamente criado para existir vida. E existindo vida, existe inteligência e existindo inteligência, existe Deus. Acordaste. Mas diz-me, que achaste?

Meditação.

As mães tratam sempre os seus filhos com muito amor, com muita dedicação, tudo envolvido em muito carinho. Estou a pensar bem, não estou? É correto e afirmativo, não é?
É que para mim um parceiro, é preciso conhecer para se gostar, mas um filho, muito antes de se conhecer, já se ama! Ou eu estou errada e tenho o mundo ao contrário?

Conversas.

Falo-te de mim meu amor. Falo-te apenas de mim.
E tu sorris. Sorris como só tu o sabes fazer. Porque falar de mim é contar pelos dedos até me perder [por me faltarem dedos por onde contar] os pedaços de ti que já fazem parte de meu eu. Sim, é isso mesmo. O que não lês aqui, lês nos meus olhos, como só tu o fazes. E tu. Tu ouves-me sempre. E mesmo quando já me canso de falar, quando já todos os termos e meio termos se esgotaram, quando já não sei por onde argumentar, calo-me. Mas é mesmo aí, nesse exacto momento que me ententes e que me ouves com ainda mais precisão. Quando o meu silêncio se revela no teu peito, já tao familiar, como vai o compasso do meu coração. E envolves-me. Os teus braços. O meu único porto de abrigo que me traduz uma sentença de segurança perpétua, que livre e docemente irei cumprir. Os teus braços. Pergunto-te se mesmo com os meus problemas ainda me queres. Respondes-me com um sorriso como que ao "chamares-me" de tola da forma mais carinhosa possível e …
A minha preferida.
http://www.olhares.com/

The Butterfly Effect.

"The butterfly effect is a phrase that encapsulates the more technical notion of sensitive dependence on initial conditions in chaos theory." The phrase refers to the idea that a butterfly's wings might create tiny changes in the atmosphere that ultimately cause a tornado to appear (or prevent a tornado from appearing). The flapping wing represents a small change in the initial condition of the system, which causes a chain of events leading to large-scale phenomena. In many cases, minor and seemingly inconsequential actions in the past are extrapolated over time and can have radical effects on the present time of the main characters. The movie The Butterfly Effect (2004) does not seriously explore the implications of the butterfly effect; only the lives of the principal characters seem to change from one scenario to another. The greater world around them is mostly unaffected. Furthermore, the changes made in the past of the principle character are far from minor and in th…

O Catchuca que nunca existiu.

"Hoje ela sente-se mesmo só... Tem o messenger cheio, já a convidaram para sair, mas a mulher que a pôs ao mundo, lá continua com aquele feitio impossivel que só ela e o pai tão bem conhecem...
Mas sente-se mesmo só... Anda farta, cansada, triste, desiludida, consigo própria... Deveria impor barreiras à necessidade alheia da mãe dela saber tudo o que não lhe diz respeito. E hoje ela sente, enquanto tudo recorda, que não devia ter ouvido falar de ti, não devia ter visto as fotos das tuas férias, não devia continuar a sentir a tua falta. Não devia. Não mereces. Tanto amor que ela te guardou, tanto carinho e amizade que só ela te dedicou. Mas escusas de te desculpar que ela bem sabe que já o ias fazer, porque nada disto tu lhe pedis-te. Ela bem o sabe de cór que até já mo confidenciou, mas foi ela e só ela que tudo isto te quis dar. Não consigue perceber o que se passou entre vós. Não consegue. Pedis-te-lhe segredo, assim o mantêve. Pedis-te sinceridade, assim o foi. Mas logo no iníc…

E...

E de novo acredito, veemente, que nada do que é realmente importante se perde verdadeiramente... Não, não se perde. Apenas nos iludimos a nos próprios, julgamos que somos donos das coisas, dos instantes, dos momentos, dos outros... Mas não. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram ou dos quais eu me afastei, todos os dias felizes que já tive, como os momentos tristes que passei e quis superar, todos os pores-de-sol que vi e que continuarei a ver e a reviver, assim como todos, únicos e magníficos instantes de céu cor de rosa, laranja e vermelho que tanto gosto de ver, todos os sorrisos e miminhos docinhos que do presente se apagaram e que agora na doce caixinha de veludo azul das recordacões repousam levemente adormecidos...Nada perdi. Se não e apenas a ilusão de que tudo podia ser realmente meu e só meu para todo o sempre... Mas nada tem dono, se não e só apenas o vazio com propietário. E porque há coisas que acredito que devem ser ditas, mas mesmo cá…

Is this a dream?

Is this a dream?If it is, please don't wake me from this high... I've become comfortably numb. Until you opened up my eyes to what it's like. When everything's right, I can't believe that you found me, when no one else was looking. How did you know just where I would be? You broke through all of my confusion. The ups and the downs and you still didn't leave.I guess that you saw what nobody could see.You found me.

Adoro laços, detesto nós.

É mesmo assim. Adoro laços, detesto nós. E os dos ténis são sempre os meus favoritos. Também pudera,que laço me acompanha mais vezes do que estes? Nenhum... Tal como adoro a noite, mas a lua aos meus olhos será sempre para mim, uma falsa. É a ouvinte de tantos lamentos, por vezes mais que lamexas, mas nunca nos mostra o outro lado de si mesma. Nunca se revela. E como podemos sentir tanto carinho por quem nos ouve e sempre nos ouviu, mesmo quando por vezes só em pensamento, quando de retorno nem um aconchego nos proporcionou?
Quando só nos ilumina a solidão que nos abraça, como quem engole um balão. E assim ficamos. Com aquele nó na garganta que se se mexer, empanca o estômago. Se ao menos fosse um laço. Quando já está apertado ao ponto de ser mais um valente incómodo, era fácil, tirava-se e pronto. Mas não. É um nó e não é cego. Porque se assim o fosse, eu não veria a solidão que me envolve, poderia-a sentir, mas possivelmente iria evitá-la ou até desconfiar dela... Mas não... É falsa…