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Mostrando postagens de Maio, 2015

Narcisismo poético.

Desde muito cedo que senti que a imagem que passava, e possivelmente ainda passo, é que sou narcisista. A verdade é que sempre quis ser a melhor, sempre gostei de atingir o patamar da melhor, sempre me conheci assim. Mas, sempre competi comigo mesma, com os outros, é uma competição muito secundária, saudável sim, mas comigo mesma nem sempre assim é, porque (inconscientemente?) obrigo-me a ir mais além! Em tudo o que faço (seja pouco ou muito) eu quero ser a melhor. E mais, eu adoro ser assim. Não tenho vergonha alguma de o dizer, muito menos faço pressão de o esconder. Detesto perder, seja no que for. Detesto. Se for a analisar profundamente a questão, deparo-me que o facto de eu ser assim só me tem ajudado a evoluir para melhor, nada mais a acrescentar. Se assim, não fosse, não teria nem metade do que hoje possuo. Admiro profundamente, quem como eu tem ambição, mas não tolero pessoas ambiciosas. Para mim, no primeiro grupo, estão os que querem ser a cada dia que passa, pessoas melho…

Boas noites.

Ele: Boa noite, dorme bem! Eu: Gostas de mim? Ele: Sim! (Silêncio) Como daqui até à lua. Eu: Só? Ele: Sim, mas olha que não é daqui à lua pela auto-estrada, tens de ir pelo IP3!!!

10ª MM Douro Vinhateiro

O slogan de ontem pode ser algo do género como: Cada um ia por si, mas ninguém ia só. E foi mesmo isto.  Éramos uma equipa de 9 pessoas e poucos minutos antes da partida, por necessidade fisiológicas, pela confusão de 13 mil pessoas, e por olhos perderem-se de vista na confusão, passámos a ser no momento da partida dois grupos (eu fiquei no grupo de trás, sem o meu André). Apercebi-me nesse momento que faria a minha 2ªMM sozinha porque corro menos que os homens que me calharam na rifa e em bom sinal: fiquei assustada q.b. com medo de desistir, mas sentia-me bem preparada para a corrida, temendo sempre o forte calor que se iria fazer notar. Ao meu lado esquerdo uma senhora nos seus 40anos e um sotaque nortenho que a denunciou meteu conversa comigo. Começou a correr em 2012, já tinha feito 3 Meias e 4 Maratonas, estava há muito tempo parada e sentia-se em baixo, mas obrigou-se a voltar a correr no local da sua estreia onde tinha feito 1h49 ao que reagi instintivamente com um "BRUT…

O amor a meu redor.

O amor anda sempre ao nosso redor, nós é que nem sempre damos por ele. Ou porque insistimos que amor no verdadeiro sentido da palavra é sempre digno de um filme de Hollywood, mas para mim não é só desse amor que se vive.  Ontem fui presenteada de diversos tipos de amor, como todos os dias o sou. A diferença? Ontem apercebi-me, mais uma vez, da sorte que tenho em ter tanto amor a meu redor. Na primeira consulta, uma caixa de Ferrero Rocher oferecida numa gentileza de um doente que me tem em muita consideração. Se era preciso? Claro que não! Mas o senhor insistiu em oferecer pelos cuidados que tenho tido com ele. A parte bonita? Foi a nossa segunda consulta. Também ontem um casal holandês me elogiou rasgadamente o meu trabalho, a minha forma de ser. Que além de os tratar muito bem, que sou uma excelente profissional. Excelente. Pouco depois fui questionada, quase em surdina, perante um problema de saúde da esposa, que médicos, neste caso particular, cirurgiões lhe indicava, pois a minh…

yGirl quotes #2

yGirl livros #2

Há quem ponha Deus em tudo o que faz, há quem faça tudo na vida sem nada pedir a Deus. Há quem chupe pequenas pedras para se presentear com as emoções de outrora - de dias felizes.
Gosto de ti, Rosa.

A normalidade dos dias seguintes.

Li, como muitos mortaguenses, a entrevista da Rosa Santos do i, podem lê-la aqui. Como muitos, não consegui ficar indiferente ao quilómetro 178.8. A diferença? Passo lá todos os dias, vejo agora no local velas acesas, coletes reflectores, leio Mortágua, vejo homenagens. E ver, rever, ver, rever, não deixa a ferida fechar. Hoje senti necessidade de agradecer a quem como eu vê rostos em histórias e não histórias sem rosto.  Rosa - obrigada. Sou de Mortágua, vivi primeiro ao longe, depois de perto e por dentro os acontecimentos. Sim, também sou escuteira do 1241. Agradeço, profundamente, o que escreveu. Obrigada pela humanização nas suas palavras, por falar das pessoas apresentando-as ao mundo, obrigada por não falar em números, em percentagens - por omitir a temível estatística, quando as pessoas são parte de nós mesmos. A perda é sempre avassaladora, é o mais natural após o nascimento, mas desenganem-se os ingénuos, nunca ninguém está preparado para tal. Muito menos, a forma execrável…

A morte e... um dente de leão.

São duas noites dormidas, duas noites em que vejo os sorrisos do Flávio e do Diogo. Brandos, claros, mas abertos.  Depois chega a mulher de capa negra, a mulher que todos tememos em dizer o nome, a morte. É a mais odiada, a mais irascível, a mais humilhante. Nada ficou. Está escuro e eu tenho medo.  Dei comigo a berrar-lhe, a cuspir-lhe no manto, a tentar argumentar e envergonhadamente pedi substituição, por mim, pelos mais velhinhos, todos os que têm mais de 90anos - para mim são velhinhos. Ela perguntou-me quem eu era para lhe pedir tal favor, gritei o meu nome, sem medo que o decorasse, afinal ela tudo pode não saber, mas dia e hora marcada já temos. Disse-me que era o destino deles. Mas que destino colhe pessoas em peregrinação? Que Deus existe que não os proteja? Quantas tragédias são precisas acontecer? Disse-me que não queria saber o latim que insistia em advogar, nem tinha que me responder, estava só a fazer o seu trabalho. Mas que trabalho é esse o teu, quando só dás trabalh…