O amor a meu redor.

O amor anda sempre ao nosso redor, nós é que nem sempre damos por ele. Ou porque insistimos que amor no verdadeiro sentido da palavra é sempre digno de um filme de Hollywood, mas para mim não é só desse amor que se vive. 
Ontem fui presenteada de diversos tipos de amor, como todos os dias o sou. A diferença? Ontem apercebi-me, mais uma vez, da sorte que tenho em ter tanto amor a meu redor.
Na primeira consulta, uma caixa de Ferrero Rocher oferecida numa gentileza de um doente que me tem em muita consideração. Se era preciso? Claro que não! Mas o senhor insistiu em oferecer pelos cuidados que tenho tido com ele. A parte bonita? Foi a nossa segunda consulta.
Também ontem um casal holandês me elogiou rasgadamente o meu trabalho, a minha forma de ser. Que além de os tratar muito bem, que sou uma excelente profissional. Excelente. Pouco depois fui questionada, quase em surdina, perante um problema de saúde da esposa, que médicos, neste caso particular, cirurgiões lhe indicava, pois a minha opinião é-lhes importante. 
Não posso classificar estas situações como actos de amor? Claro que sim. 
Um trabalho aceite numa revista internacional porque um professor enviou-me um email para o fazer. Não pode ser considerado um acto de amor? Claro que sim! Se não o tivesse sugerido, o trabalho não teria sido enviado, logo não teria sido aceite. Lógica da carochinha, eu sei.
Adiante, o amor da minha avó vem sempre em forma de comida, de alfaces frescas, na sua maioria vem em tupperwares e almoços à terça-feira. 
O meu avô faz-me autênticas declarações de amor em castanhas cruas meticulosamente debulhadas. 
A minha mãe ama-me terrivelmente nas mensagens e chamadas de telemóvel na forma de perguntas tão típicas, como: "Já chegaste?", "Anda devagar!", "Quando chegares avisa!".

Tenho quase 30 anos, mas só para alguns, parece-me. 

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