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Mostrando postagens de Novembro, 2007
Juji e Ophelia são felizes.
Aqui fica o meu atributo a eles.

Sigo caminho...

Sigo caminho e deixo-me levar pela brisa do meu mar que me insiste em acompanhar até onde o queira levar comigo. Mas mesmo não o levando, ele que me é tão triste e extremamente só, vai comigo e deixo-o ficar. Molho os pés como de mansinho, não, não entro a correr... Nem eu nem ele sente que o estremeci, que o invadi, mas sim de mansinho para saber que é bem vindo e que eu sempre aqui o quis comigo, mesmo nunca o tendo convidado. Mas a mais de meio, tenho medo... A companhia das ondas torna-se solitária, estão cá apenas para me testar e eu que nunca gostei de ser testada, dou por mim a ser colocada à prova... Os momentos são de uma calma aflição, mas tenho que para comigo, tudo vai correr bem. A água docemente salgada saboreia-me os lábios e eu retribuo, sinto-me envolvida e mais que isso, desarmada. "Mas porque me queres assim indefesa?"Lá de longe, muito longe, responde-me uma sereia que entoa o seu cântico embalado no farol da concha "Só se conhecem as pessoas quando …

Mais uma fixinha, mais uma voltinha.

PESSOAS ASSIM não são nada fáceis de encontrar...
Mas momentos assím, dizer que são únicos é muito, mas muito pouco para tão boa gente...
SEM PALAVRAS!

CCL.

Gostei de estar aqui contigo.
Gostei do que sorri contigo.
Gostei do que aqui vivi contigo.
Mas acima de tudo...
Amei conhecer-te!

Flores.

Flores.
Para mim, a flor mais bela é o amor-perfeito. Não sei se pela sua fragilidade, se pela sua singela aparência ou se pelo seu nome tão ternurento, que me faz pensar que a flor é o simbolismo da relação. Pois pensando bem, e deixando-me de eufemismos, as rosas já estão mais que banalizadas. Mas em todos os sentidos! Vou à Florista e ela responde-me logo que o mais barato são as rosas e todos as levam, as rosas já com a alegria distante do olhar com os tempos de glória na caixa de veludo do passado e vê-se a ser levada por certos vínculos sociais, numa de "despachar a coisa" quando muito simplesmente, ou o indivíduo não sabe qual a flor preferida dela, e a rosa lá vai porque é o que se costuma dar, ou então ela lá lhe responde que é a flor que mais gosta porque vê que é o que todas recebem. Pois bem, eu não gosto de rosas. E em todos os sentidos. Têm espinhos, mal têm cheiro, são rijas e as folhas têm picos, etc. etc. etc. Só há uma rosa digna de se lhe tirar o chapéu: a …

Para ti meu amor...

"André, daqui a uns 10 anos pedes-me em casamento ou vou ter de ser eu?"

6 de Agosto de 1945.

R. de Hiroshima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.


R. de Hiroshima é um poema de Vinícius de Moraes que foi tornado música pelo grupo Secos e Molhados.

13.11.07

1 ano e 6 meses.
De estórias vividas a dois, mas nenhuma contada.
De muitos sorrisos e de algum choro.
De semelhanças imensas e muitas diferenças.
Muito olhar trocado e entendido, como só nós sabemos fazer...
Mas acima de tudo...
Muita cumplicidade e muito, muito amor!





AMO-TE MUITO, não tenho receio, muito menos medo de tu dizer.
A T SEMPRE & P SEMPRE!

Canção VIII.

Se Amor determinasse
que, a troco desta vida,
de mim qualquer memória
ficasse, como história
que de uns fermosos olhos fosse lida,
a vida e alegria
por tão doce memória trocaria.
Mas este fingimento,
por minha dura sorte,
com falsas esperanças me convida.
Não cuide o pensamento
que pode achar na morte
o que não pôde achar tão longa vida.
Está já tão perdida
a minha confiança
que, de desesperado
em ver meu triste estado,
também da morte perco a esperança.
Mas oh! que, se algum dia
desesperar pudesse, viveria.

E foi assim que te fui conhecendo...

Espelho meu, espelho meu... Qual o preferido di eu?

Agora é o Atonement, mas primeiro foi o Pride and Prejudice...
Ai ai ai ai...
Ó Keira, assim não vale...

Fazes-me falta...

Tristeza.
Porque nos dias em que quero sair ou ninguém quer sair ou não podem.
Porque me canso de sentir o tempo a passar e poucas são as coisas felizes que ficam para contar...
E porque começo a sentir-me só...

Penedo da saudade.

Se bem te recordas, escrevi a nossa estória com esferográfica azul na mão... Rabiscava as datas, mas sempre muito atenta ao texto de cada dia, porque o tempo, esse cada coração tem o seu. Mesmo assim, pouco ou nada ligaste, porque já mais que envolvido nas tuas mentiras tu estavas e eu não era nada mais que uma mera e simples conquista que te lembraste que tinhas de ter... Pena o tempo que o meu coração levou a perceber aquilo que a cabeça teimava em dizer, repetir e berrar a uns ouvidos que não estavam para me avisar... Pois bem, se me tiveste ou não, acho que isso nem eu sei e tu muito menos o sentiste, mas aqui te digo, que nos locais onde me fizeste muito, mas muito feliz, sei eu hoje e sinto-o muito bem cá no fundo do meu peito que são os locais que me fazem viver um pedaço da tristeza mais profunda que existe. E se ficas feliz por me teres feito feliz, entristece-te depressa porque lembranças boas de ti é coisa que não tenho. Este é o sítio onde acabou o que hoje desejo que nun…

JP II.

"Quando o corpo é profundamente atingido pela doença, reduzido à incapacidade, quando a pessoa humana se encontra à beira da imposibilidade de viver e de agir, a maturidade interior e a grandeza espiritual tornam-se então mais evidentes e constituem uma lição comovente para quem goza de uma saúde normal."

Tempo.

Quando num romance a meio livro lido e menos de meio por imaginar, porque pouco falta para o resto se saber, leio que "(...) quando tu não estás, o tempo passa muito mais devagar.", mas eu divago. Divago sim, na parte em que quando tu estás, o tempo que nos é um desavergonhado, foge-nos. E nós que estamos tão entretidos um com o outro, nem por ele damos conta e quando reparamos nele o já é tarde de mais, aproxima-se abruptamente de nós. Mas não nos desentrelaçamos, apertas-me mais um bocadinho e eu que sou fraca de braços deixo-me aninhar no teu peito que sempre, tão simpatica e carinhosamente, me acolheu. Mas no amar, assim como o só sei fazer do meu jeito, fraca, tento não o ser, mas piquinina, sempre serei, não é meu amor? Por um lado, claramente, que me completas, por outro lado, obviamente, que a estar longe de ti... Que sejam raras as vezes, porque sabemos que isto é inevitável e vai acontecer... Mas que seja sempre do género "Olha, vou ali e já volto, tá?" …

MLK.

"O que me preocupa não é o grito dos violentos... é o silêncio dos bons."

Saber e sabor.

Há coisas que nos fazem muita confusão, mas ultimamente, existe uma coisa, essa sim, que me anda a fazer imensa, mas imensa confusão... Porque será que muito boa gente [e má também] que não tem receio de se expor e tudo quanto é acontecimento, ou melhor, tudo quanto participam e fazem ou deixam de fazer aparece logo no belo, badalado e já há muito tempo, FOLEIRO ai faibe?
É só chegar lá, clicar num nome e pronto... Com um bocado de tempo sabe-se onde passou as férias, que fez ontem, que bebedeiras apanhou, que figuras tristes fez, onde jantou hoje... SOCORRO! Privacidade significa algo? Ou é aquele egoncentrismo e aquela ânsia de vingar no meio social estabelecendo-se aqueles grupinhos pirosos como os da secundária em que para se entrar no grupo tem de haver um mínimo de requisitos, como sair à noite, faltar às aulas ou dormir nas mesmas e depois ainda ser mal educado? Porra. A sério, não é que cada um não possa fazer o que quer e bem lhe apetece, porque isso também eu faço e sou apol…

Fotografia.

E assim como o negativo permite a revelação de uma fotografia, eu pego no que mais de positivo tenho em mim e como as cargas já são em si opostas e abençoadas pelas belas Leis da Física que adorava entender melhor e sabe-las quase de cor, eu revelo-me a ti e só a ti meu amor. Que o nosso filme de slides seja feito por nós e que envolva todos aqueles que amamos, que nos são importantes e muito, muito especiais e que daqui a muitos, muitos, muitos e longoooooooooooooooooooooooos anos sejamos nós a revelar o NOSSO filme envolvidos pelos braços dos nossos bebés que a meio de cada slide e de meio em meio minuto nos perguntam "O qui é ito?" E nós [com aquela paciência que só os pais estremosos como os nossos têm] vamos contanto pedacinho a pedacinho de estória, revelando todos os permenores e sorrindo mais do que da última vez. Porque a última vez, já lá vai, já passou. Eu estou aqui para ti e tu bem sabes que sim, assim como eu sei muito bem que tu sempre estiveste e sempre estar…

HPC.

Sinto muita falta do voluntariado no Hospital Pediátrico de Coimbra. Gostava de saber como está o Henrique, o Francisco, o Fábio, a minha Inês... Mas se Deus quiser, se os voltar a encontrar, não hade ser lá. Este ano está demorado para recomeçar, confesso que sinto falta daquelas horas... No outro dia fui dar com a t-shirt que nos identifica pelos corredores do Hospital impaciente para sair do armário, porque queria ir para lá brincar com os meninos. É com cada uma que me acontece. Se der um bocadinho de mim a alguém que está muito necessitado, sem querer e sem o incentivar, recebo muito, mas muito mais em troca.

Dolce vita.

E mesmo que a vida por vezes seja muito pouco doce, não deixa de ser muito, mas muito agradável um despertar num novo dia com um despertador ausente, quando acordamos cedinho, mas por nós mesmos e ao abrir a janela é um sol lindo e baixinho, característico de um Inverno que já não existe, que nos presenteia com um bom dia daqueles galantes e repletos de charme, tal como uma bela caneca de leite com Nesquik morninho pela manhã com uma pão de manteiga e fiambre que ainda lembro a minha avó preparar para levar para a escola e deliciava-me à meia-manhã, quando não era logo pelo caminho para a escola. Fui habituada a ir sozinha para a escola e assim me habituei a ir sozinha para a faculdade, talvez daí estranhar quando a companhia existe, facto que muito sinceramente, não me entristece. Mas será por ser filha única e estar mais que habituada a umas paredes brancas como companheiras? Sinceramente, não sei. Mas, e nas minhas pequenas estórias existe sempre um mas, gostava e gosto de andar so…

Amor quase perfeito.

"Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser

Faremos o crime perfeito."