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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Grito.

Estou cansada de o manter aqui dentro.
De tanto o apertar, ainda o conseguir conter.
Apertado espartilho
De quem não quer fazer estribilho.

E engulo, acho que disfarço
Quem já não engano, mas que não quer ver.
Faz-me isto, vê aquilo, telefona e o sempre: não te esqueças.
E quase tudo (agora) em esforço.

E surge a vontade de mandar tudo a fava
De me enroscar nos quentes lençóis
E esperar por dias melhores.
É o caminho mais fácil - eu sei.
Mas sinto raiva, mais quente que lava.

Mas é também, para mim, o caminho da vergonha.
E eu não tenho margem para ser assim.
Eu insisto no braço de ferro com a tristeza
De querer envergar o melhor sorriso
Mesmo em dias em que não haja festa.
Muito menos das de sua alteza.

E sorrir, o melhor (acredito) ainda está por vir.

Trump em pleno estrunfismo!

Hoje o mundo mudou.  Hoje é a data oficial de uma nova era, que há muito se vinha a querer revelar. Todos falam do homem eleito, mas o que me assusta é quem secreta e silenciosamente o levou ao cargo, mesmo com muita m$%da a sair da sua boca. Ele já está no cargo, eleito democraticamente, segundo os entendidos por um sistema corrompido um dia sairá e os que estão atrás da cortina, sem rosto, esses sim, lá continuarão a defecar ideias.   Mas o outro candidato, a meu ver, não é muito melhor.  A Hillary definiu uma estratégia há muitos anos que sempre sentiu que seria infalível. Aguentar os pares de cornos, aguentar o casamento, dizendo que por amor ao marido. Acredito que o fez por amor, mas não ao Clinton. Ela fê-lo por amor ao poder. E o amor é cego. Ela tinha a audácia de uma raposa e como ela se ri de si, de tudo e para todos. Meus queridos, eu sou Dentista, eu sei falar da linha do sorriso como poucos. Aguentou, aguentou e hoje não fala ao mundo, porque ela enquanto mera humana, n…

A minha 1ª maratona - 13ª Maratona do Porto

A minha primeira maratona.
Desde ontem que sinto uma felicidade que vou chamar de felicidade amarela. Primeiro porque é uma cor de que gosto muito, segundo porque é aquele sentimento que adorava que perdurasse no tempo, mas a felicidade que os sonhos nos dão é muito intensa e breve, com o passar do tempo, vai-se dissipando, como uma ligeira neblina à beira-mar. Mas falar da minha primeira maratona não é falar de mim, honestamente é falar de todos os que me ajudaram a chegar à linha da meta.  Recuando até março deste ano, comecei a ir (um bocadinho com vergonha), ao estádio da cidade de coimbra treinar, hoje (riem-se) dizem-me que eu ia fazer jogging. O Luís foi o primeiro a reparar na minha rotina e também no que eu mancava na altura, andava lesionada no joelho esquerdo. Conversa aqui, conversa alí, o tempo foi passando até que numa terça muito nebulada apresentou-me o Álvaro. Que seria bom rolarmos juntos, porque ele sabia (e se sabe) impor ritmo e puxar! O meu Álvaro entrava aí na …