Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Março, 2016

Ano impar ou ano par?

Há quem se defenda que o bom presságio está ou em anos pares ou anos impares; outros nos dias do calendário, fugindo ao agoirado dia 13. Eu já descobri a minha prazeirice: sou fã, mas fã a valer de meses começados por M: março e maio. 
Há coisas boas, mas mesmo boas a acontecer nesses meses!

Um ano de MM - volta onde já foste feliz.

E é verdade, já passou um ano!  Comecei a correr MM aqui, este ano a fasquia estava altíssima e o objetivo era bater o record e baixar das 2h, finalmente! Mas o senhor André Ventura queria matar-me do coração e esse record será, espero eu, batido já em maio! Adiante. Foi a primeira MM do meu pai! E quero focar-me nele e no Capitão! O meu pai ia muito desanimado, com uma dor num joelho e tal como todos, muito aborrecido com a previsão de chuva. A bonita verdade é que nunca choveu e esteve até um calor do catano! Fiz 2h04, tal como o meu paizão! Passei a semana embrenhada no trabalho, na ansiedade e na concretização de umas medalhas a íamos oferecer aos pais, da nossa equipa, que iriam correr. Mas a verdade, é que a surpreendida fui eu! E sobre este assunto: um simpático piscar de olhos que acompanha a frase: o melhor aos melhores. Corri lado a lado com o capitão, um sonho tornado realidade, o André sempre por perto, o Daniel a arrancar muito bem à nossa frente e o meu pai sempre a man…

Um postal de Salamanca para Portugal.

Antes de ler faz play no video e deixa-te ir... II

E foste. Embora. Morreu o meu amor.  Quem era eu? Uma memória em forma de desapego, um desenho submisso a uma borracha, um lenço molhado de lágrimas. Quando dei por mim, tudo acabou. E agora para te ver, ao pormenor, preciso de sonhar, o esforço de ver o detalhe, desgastou o teu rosto, já não sei de cor como a barba povoava o teu rosto. Sempre a achei como a cidade de Lisboa, a tua luz é, sempre foi, diferente de todos os outros. A primavera acabou, o sol desabrochou mas o verão não me aquece, habito os dias de junho de manga comprida e sobretudo em substantivo e advérbio, este último para realçar a tua perda. Tento aquecer o que é gelo, mas este não derrete. Congela os momentos vividos, tenho memórias em polaroid, rio-me das nossas discussões (sempre parvas), choro ao lembrar os nossos melhores momentos. Como a chatice devolve-nos sorrisos e o amor nos devolve tristeza e essa maldita saudade! Porque me fizeste tão feliz? Porque encheste este peito com tanto amor? Já só sinto a trist…

A minha 1ª Meia Maratona internacional (a minha sexta!).

Há uns largos meses, o Luís disse-me que tinha feito uma pré-inscrição da nossa equipa na V MM de Salamanca, estávamos inscritos na MM da Figueira da Foz, mas por motivos pessoais, não pudemos comparecer à prova e ele achou por bem (e muito bem!) num rasgo de adrenalina efetuar uma pré-inscrição na de Salamanca. Eu já tinha corrido três MM e achei a alegria da boa nova misturada com a minha audácia (quero sempre mais e mais!) que dali vinha coisa boa! Novamente, tinha o André a dizer "Ó Patrícia, isso é demais... Eu já não corro mais nenhuma MM! Isso faz mal ao corpo" blá blá blá E vai daí, remeto-me ao silêncio feminino, anoto no calendário as datas e deixo o tempo navegar no seu leito, molhando as margens que me tocam os pés. Um dia, a pré-inscrição é transformada em inscrição, com telefonemas, com combinações e com confusões de horário, o limite era as 14h e não as 00h desse mesmo dia, chegamos ao fim e estávamos três incritos: eu, o André e o Luís. Infelizmente, uma gra…