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Mostrando postagens de 2018

Aprendi a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém.

Ia eu devagarinho, Ou seguía de passo apressado? Com a certeza de quem sabe o rumo do seu caminho. E ignora o peso do fado. 
Sonhei, delineei planos, tracei metas. Engoli angústias, senti o peso das derrotas. Quis levar gente comigo, Quis ter pessoas ao meu abrigo,  Mas há quem só saiba o dedo apontar e facilmente dizer: "Eu não consigo!"
Mas...
Para conseguir, é preciso tentar! Para vencer, alguém tem de perder! Para conquistar, há quem se dá por vencido! Para morrer, é simples - basta estar vivo.
Mesmo assim, há quem vivo - mais morto esteja... Que no desatino do não querer, confunde-se com o não conseguir. Tudo teve, tudo perde,  só fica o silêncio de quem cansado espera pela reviravolta.
E a algures na vida (há ensinamentos que demoram a aparecer), aprende-se a não bater de frente com quem só entende o que lhe convém.  Porque a vida não é o depenica de pétalas do bem e mal-me-quer.  Triste aquele que não sabe ver a sorte que tem.

Eu gosto de pessoas.

Eu gosto de pessoas. E gosto muito. Sei que há quem prefira os animais e esses indivíduos maioritariamente são pessoas. Mas nem toda a gente é pessoa. Para mim, pessoas são aqueles que gostam de viver, de trabalhar, de ajudar, de sorrir, de se divertirem, que com esforço em alguns (ou mesmo em todos) os dias, dão o seu melhor e sem esperar nada em troca, vão em frente em busca de um dia melhor, um futuro melhor. Conheço pessoas de prosa e em poesia.  A minha mãe é prosa, o meu pai e o meu marido são poesia.
As pessoas de prosa, arregaçam as mangas, trabalham, esforçam-se e têm o pé sempre no acelerador. Conseguem grande parte dos seu feitos, mas nunca, nunca estão satisfeitos! Sabem que ninguém é puro, que há maldade no mundo, que há gente má que também sabe ser boa gente. Acreditam que o bem vence quase sempre (mas não sempre!) que quando as coisas estão mal, demoram, mas mudarão para melhor. Vêm o copo meio cheio, mas sabem que o mais certo é que se não o encherem, cedo ou tarde, v…

O amor sossega a dor.

O amor sossega a dor.
Sossega.
Mas não esquece.
A dor apenas esmorece.
E volta,
volta sempre.

O amor acalma,
O amor atenua.
Acarinha e protege
O amor mostra que se consegue.
Com muito amor, pouco se teme.

Mas haverão sempre os infelizes,
Aqueles que sabem amar,
Dar e cuidar.
Sem pouco ou nada pedir,
Apaixonados, deixam-se ir...

Com tudo,
vivem sem nada.
No espelho o reflexo é de alguém sozinho.
O corpo muda de casa,
mas a alma tem a mesma morada.

E nestes casos,
quem infeliz foi, é e será.
E aqui, a conclusão que agonia,
é o peso da monotonia e
o amor só cega a dor.

Tenho dificuldade em fixar os meus sentimentos.

Como tal, aceito que também aconteça o inverso para comigo. Possivelmente, daí ter a fasquia tão alta, de como os outros me vêm. Gosto que me tabelem por cima, de sentir as exigências bem altas,  habituei-os e a mim mesma a isso e só assim sei viver, daí esforçar-me ao máximo. Mas ao olhar para o pano do avesso, tenho dissabores. Com situações que vão surgindo, o meu amor vai diminuindo por certas pessoas. Erro meu, penso eu que assim seja. Porque as expectativas fui eu que as criei, as ideias surgiram da minha cabeça, quando o amor, esse deve sair do meu peito para outro peito. E ultimamente, não que os desgostos sejam mais ou maiores, tenho pensado nisto. Dou comigo a gostar menos, a querer estar menos tempo na presença deste ou daquela. Porquê? Porque infelizmente, a força de vontade é menor, o esforço do outro é também ele diminuto e são poucos os motivos que me sobram para continuar a dedicar-me e até em alguns aspectos, esforçar-me.
Há alguns anos, fui totalmente diferente. Eu …

Civismo e bom senso.

Hoje presenciei um ligeiro acidente. Estava a chover, já passava das 17h, era de noite. Ia a correr e na direção oposta, alguém trava em cima da passadeira e o de trás bate-lhe. Instintivamente, rodo a cabeça no momento do estrondo, o condutor (alegado sinistrado) está a sair do automóvel a gritar com o condutor que lhe bateu e não mais de dez segundos depois sai a filha do primeiro condutor do banco de trás e agarra-se ao pai com medo, mas medo de que ele se passe da cabeça e comece uma cena de pancadaria. A mãe é a última a sair e nada faz, nada diz.   Se aquele acidente colocou em risco de vida a menina? A mim pareceu-me que não, mas como disse, rodei o rosto com o som do impacto. Pareceu e parece-me que era tudo apenas um grande aborrecimento. Realço que condeno a atitude do primeiro condutor. O pior podia ter acontecido assim que a menina saiu disparada do carro.  Se existisse civismo e bom-senso, em primeiro aquele pai não teria dito o asneiredo que disse, muito menos batido co…