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130517

Hoje é um dia bonito.

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Eu gosto de pessoas.

Eu gosto de pessoas. E gosto muito. Sei que há quem prefira os animais e esses indivíduos maioritariamente são pessoas. Mas nem toda a gente é pessoa. Para mim, pessoas são aqueles que gostam de viver, de trabalhar, de ajudar, de sorrir, de se divertirem, que com esforço em alguns (ou mesmo em todos) os dias, dão o seu melhor e sem esperar nada em troca, vão em frente em busca de um dia melhor, um futuro melhor. Conheço pessoas de prosa e em poesia.  A minha mãe é prosa, o meu pai e o meu marido são poesia.
As pessoas de prosa, arregaçam as mangas, trabalham, esforçam-se e têm o pé sempre no acelerador. Conseguem grande parte dos seu feitos, mas nunca, nunca estão satisfeitos! Sabem que ninguém é puro, que há maldade no mundo, que há gente má que também sabe ser boa gente. Acreditam que o bem vence quase sempre (mas não sempre!) que quando as coisas estão mal, demoram, mas mudarão para melhor. Vêm o copo meio cheio, mas sabem que o mais certo é que se não o encherem, cedo ou tarde, v…

Quando um filho mente.

Conheço-a há tantos anos como os anos que tenho de trabalho. Sei que gosta de mim, do meu trabalho e que dificilmente me trocará enquanto eu estiver ao seu dispor. Actualmente, estamos na fase da consulta anual, em que predominam as questões "Está tudo bem?"; "A família está toda ela boa?"e as respostas vão surgindo e como sou Dentista, a maioria dos meus utentes acabam por me ouvir mais do eu a eles (e ainda bem, é bom sinal!), porque eu sou uma faladora nata (metralhadora dizem alguns) e tenho sempre algo a dizer ou comentar.  O que a esta senhora não adivinhava, era que em menos de uma hora adiante, quase tudo estaría mal.  Contou-me alegremente que já tinha conseguido convencer o filho e o marido a virem às minhas consultas, que também eles, adoravam-me de paixão e que eu era muito atenciosa e carinhosa para com eles. Eu fiquei feliz, mas como atendo tanta gente não consegui identificar o XY e o YX de que me falava, mas os nomes não me eram de todos estranhos,…

La La Land (porra para o amor).

Cidade das estrelas
Luzes da ribalta
Um palco cheio de luz
Uma plateia repleta
aplausos infindáveis.

Cai o pano.
Os sons ecoam apenas na minha memória.
O brilho e o esplendor é só fachada
Quando a porta oclui
Há muito que oculta
O silêncio engole-me.
E eu não aprendi a cuspir.

Sobro eu, o meu lápis
As folhas que em breve já não estarão em branco
Há ideias, muitos sonhos e demais ilusões
Há uma cabeça cheia de tudo
E um peito sem nada.

Há uma melodia maravilhosa no ar
E eu não tenho a quem dar o braço para dançar.
Sou só eu e um sonho persistente
Tudo venci, tudo ultrapassei
Foi persistência dizem uns e não teimosia.

Louca, perdida e assustada,
Só agora perto do fim
Sei que tudo o que tenho e escolhi
Não vale nada.