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E como vão as corridas?


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La La Land (porra para o amor).

Cidade das estrelas
Luzes da ribalta
Um palco cheio de luz
Uma plateia repleta
aplausos infindáveis.

Cai o pano.
Os sons ecoam apenas na minha memória.
O brilho e o esplendor é só fachada
Quando a porta oclui
Há muito que oculta
O silêncio engole-me.
E eu não aprendi a cuspir.

Sobro eu, o meu lápis
As folhas que em breve já não estarão em branco
Há ideias, muitos sonhos e demais ilusões
Há uma cabeça cheia de tudo
E um peito sem nada.

Há uma melodia maravilhosa no ar
E eu não tenho a quem dar o braço para dançar.
Sou só eu e um sonho persistente
Tudo venci, tudo ultrapassei
Foi persistência dizem uns e não teimosia.

Louca, perdida e assustada,
Só agora perto do fim
Sei que tudo o que tenho e escolhi
Não vale nada.

Sonhar com a morte.

Numa noite desta semana, sonhei que tinha morrido a minha avó Licínia. O sonho era vago, pouco coerente, mas com detalhe e pormenor. A minha mãe liga-me a dizer que a minha avó tinha morrido. Era da idade, já vinha a sentir-se mal há uns dias e que não acordou, morreu serena.  As minhas perguntas eram de total incredibilidade. "Mas da idade?! Como assim?" "Andava a sentir-se mal? Então mas não foi ao médico?!" E no meio das minhas perguntas a minha mãe responde: E o avô logo pela manhã quando se apercebeu do que aconteceu, morreu também. Foram os dois em paz. "Mas o quê? Os dois?! Mas em paz como?" E o que me lembro melhor do sonho são as sentidas emoções. A profunda tristeza e a repetição da expressão "Por favor deixem-me chorar." E chorei, chorei... A tristeza no momento da partida traz um cartão de boas vindas onde se lê saudade. Minutos ou até segundos depois, instala-se logo a saudade do que se não vai viver, do que não se vai contar, do c…

E de repente já é Natal.

Em 30 anos suspeito que tive 28 Dezembros felizes, todos eles seguidinhos.  A alegria, o amor e a ternura, em 30 anos nunca falharam, começam sim a faltar pessoas. A primeira foi a minha avó Floripes, mas eu tinha 2 anos e as memórias são feitas de fotos felizes. Depois o meu avô Manuel, mas era o meu avô de fim-de-semana. Poupado nas palavras, afectos conheci-lhe poucos pelo seu jeito de ser, mas a verdade é que o meu pai ficou sem pais bem cedo e sendo o mais novo de seis irmãos, poucas palavras lhe conheço e conheci sobre este assunto, sem lhe serem feitas perguntas. Não é fácil ficar sem pais, sentir que os prolongamos na nossa vida com as memórias, os sonhos e a partilha de alguns momentos em voz alta. Depois, perdi o Pedro. Aqui o laço sentimental já escondia o forte nó que lhe tinha, porque o queria sempre por perto. A tragédia bateu-nos a todos de frente e por ser bem mais novo que todos nós, doeu mais. A minha idade já não refletia infância ou adolescência, a percepção de qu…